terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pirelli inicia parceria com o Vôlei Futuro

O time masculino que disputa a Superliga passa a ter o apoio da fabricante de pneus, que possui grande tradição no voleibol

A Pirelli reforça o seu compromisso com o incentivo à prática dos esportes e anuncia o apoio ao clube Grêmio Recreativo e Esportivo Reunidas, de Araçatuba (SP), que mantém em seu projeto social e esportivo às equipes Vôlei Futuro, que incluem as categorias de base e os times masculino e feminino adultos e disputam a Superliga Brasileira de Voleibol. Atletas campeões olímpicos, ídolos que inspiram jovens e adolescentes, fazem parte de ambos os elencos. O patrocínio da Pirelli é para o time masculino.

O apoio ao Vôlei Futuro resgata a ligação da Pirelli com a modalidade, pois, no passado, a equipe de vôlei masculino Santo André/Pirelli marcou época e conquistou três Campeonatos Brasileiros (1980, 1982 e 1983), dois Sul-Americanos (1981 e 1983), dois Intercontinentais (1983 e 1984), o Campeonato Mundial de 1984 e uma Liga Nacional na temporada 1988/89.

“Para a Pirelli, o incentivo à prática dos esportes é muito importante, faz parte da história da empresa, porque acreditamos que dessa forma podemos proporcionar a oportunidade de um futuro melhor às novas gerações, seja ajudando-as a desenvolver seus talentos como atletas, seja como uma ferramenta de ensino que transmite valores éticos que moldam sua personalidade e contribuem para formar cidadãos de bem”, diz Mário Batista, diretor de assuntos corporativos da Pirelli na América Latina.

O apoio da Pirelli ao Vôlei Futuro foi viabilizado por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, pela qual as empresas podem destinar recursos do ICMS a projetos esportivos realizados no âmbito estadual.

Incentivo à prática do voleibol

O projeto Vôlei Futuro foi criado em 2002 na cidade de Araçatuba, com o objetivo de utilizar o esporte como ferramenta de desenvolvimento social. Além das equipes adultas masculina e feminina, que reúnem alguns dos melhores jogadores de mundo, o projeto inclui 17 núcleos de ensino que atendem cerca de mil crianças e adolescentes na cidade, divididos em equipes mirim, infantil e infanto-juvenil. As atividades são realizadas em escolas municipais e estaduais e em ginásios de Araçatuba.

Em oito anos de existência o projeto se tornou referência no voleibol brasileiro. Na atual temporada, a equipe adulta masculina do Vôlei Futuro venceu o Campeonato Paulista e o time feminino foi vice-campeão. Essas conquistas são fruto dos importantes reforços que os elencos receberam em 2010. Entre os destaques estão o levantador Ricardinho, que em sua carreira conquistou diversos títulos pela Seleção Brasileira, como a Copa do Mundo, o Campeonato Mundial e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004. Outro jogador importante é o atacante oposto Leandro Vissotto, que foi campeão da Liga Mundial de Vôlei Masculino 2010 com a seleção brasileira. Foi seu segundo título consecutivo nessa competição.

O time feminino também apresenta atletas de altíssimo nível, como a atacante de ponta Paula Pequeno, que foi considerada a melhor jogadora de vôlei do mundo nas temporadas de 2005 e 2008. Com a seleção brasileira, ela conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Outro destaque é a americana Stacy Sykora, que foi eleita a melhor líbero do Campeonato Mundial 2010.

Fonte: Assessoria de imprensa da Pirelli
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Marketing Esportivo - Resultado Garantido para todos os envolvidos.

Por José Estevão Cocco
Publicado na Revista Mercado – janeiro de 2011

Caros leitores,

Tenho o privilégio de ser um dos pioneiros do marketing esportivo no Brasil. Minha carreira no marketing soma já 52 anos, dos quais mais de 40 com marketing esportivo.

Já militei como profissional, como cliente/patrocinador, como produtor de eventos, como dirigente esportivo e como profissional de agência de marketing esportivo. Essa experiência toda me permite tecer alguns comentários e propor ações de forma fundamentada e profissional.

Durante todo esse tempo, minha maior preocupação, além da profissionalização do segmento, foi com a disseminação das vantagens em participar da indústria do esporte como pessoa física e/ou jurídica.

A indústria do esporte - vai muito além do futebol e alguns esportes profissionalizados, que são a ponta do iceberg - movimenta no Brasil algo em torno de 3,3% do PIB, segundo a Fundação Getúlio Vargas em último estudo em 2002. Hoje esse percentual representa algo como 100 bilhões de reais.

Uma das indústrias que mais crescem no mundo é a do entretenimento. Quanto maior a capacidade ociosa das pessoas, mais entretenimento consomem. E dentro do entretenimento o mais importante é o esporte.

A indústria do esporte é uma das mais importantes para uma nação: ela atende praticamente todos os segmentos da sociedade: indústria, comércio e serviços; patrocinadores e anunciantes; atletas, técnicos e dirigentes; população; governo; mídia; clubes, federações, confederações e ligas desportivas.

E, ainda, tem muito a crescer no Brasil comparativamente a outros países.

Segundo estudo recente da consultoria Ernst&Young, entre 2010 e 2014 somente as atividades da Copa 2014 vão injetar adicionalmente no mercado R$ 142 bilhões, R$ 63 bilhões de renda para a população e gerar 3,63 milhões de empregos por ano.

Embora já muito altos, esses valores podem ser potencializados e crescer de maneira mais rápida e consistente.

A falta de informação nas empresas potenciais patrocinadoras, nas entidades esportivas, nos atletas individuais e nos clubes não dá vazão a todas as oportunidades que poderiam ter na indústria do esporte.

Os clubes mais importantes, as federações mais profissionalizadas e os patrocinadores melhor administrados na área de marketing dão bem a mostra do excelente retorno na correta aplicação e utilização do marketing esportivo.

O mercado está repleto de exemplos de pequenas, médias e grandes empresas que têm suas marcas divulgadas e consequente aumento das suas vendas por um valor muito menor do que os alcançados com outras atividades ortodoxas de marketing.

Temos também inúmeros exemplos de clubes menores que se esmeram para ter uma imagem preferencial entre os potenciais patrocinadores e conquistam expressivos patrocínios.

Esse é o ponto: se o mercado é imenso e crescente, se existem milhares de potenciais patrocinadores, se há o grande interesse da mídia, qual a razão de muitos clubes não conseguirem patrocínio?

A resposta é clara, simples e contundente: é porque eles não se apresentam ao mercado como valorosos, competentes, com credibilidade enfim, como um bom produto. Antes do patrocínio deve existir o produto. Se não o clube não está vendendo o direito do patrocinador de utilizar suas camisas, seus clubes e seus atletas. Está pedindo favor ao patrocinador para dar uns trocados em forma de colaboração para manter a equipe. Além de não ser profissional, essa atitude desvaloriza totalmente o valor de mercado do clube e não atrai patrocinadores.

Todo patrocinador tem interesse em dar visibilidade à sua marca. Mas antes disso vem a necessidade de aliar essa marca a outra marca (no caso o clube ou atleta) que agregue vantagens.

Outro ponto é a mística que existe no mercado de que pequenas ou médias empresas não têm cacife para patrocínios. Para contrapor é só verificar os inúmeros exemplos de pequenas empresas que cresceram sobremaneira ao investirem em patrocínios ou entrarem na indústria do esporte como fabricantes de material esportivo, prestadoras de serviços e todas as oportunidades.

O marketing esportivo é a atividade de marketing que mais propicia a segmentação de mercado. Desde o patrocínio de um único atleta até o patrocínio de grandes clubes e seleções.

O segredo é a profissionalização. A Copa 2014 e os Jogos Olímpicos 2016 já estão aí e acontecendo. Milhares de oportunidades se oferecem para o mercado. Mas não adianta bola pingando na área e sem goleiro, se o chute for para fora. E quem estiver mais preparado terá grandes chances de marcar belos e inesquecíveis gols. E conseguir excelentes vitórias.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O marketing inconsequente

Por José Estevão Cocco

Podemos interpretar "inconsequência" de formas diferenciadas: falta de previsão, falta de planejamento, desconhecimento do assunto e da ferramenta, falta de proposição, desconhecimento dos resultados entre vários outros.

Diariamente, nos deparamos com atividades ditas como marketing visivelmente equivocadas.

Dentre os 4Ps do marketing - Produto, Promoção, Praça e Preço - entendo que o Produto é o principal e fundamental. Sem ele os outros 3Ps não podem existir. Não podemos fazer promoção, distribuição e precificação de um produto que não existe ou que está só no papel. Ou só na cabeça de alguns paraquedistas do marketing e gestão.

O elogiável marketing do Corinthians foi maravilhoso, vistoso, retumbante, audacioso. Conseguiu as melhores verbas de patrocínio do mercado brasileiro.

Só que foi apenas uma jogada inconsequente, de acordo com as diversas interpretações acima citadas. Vendeu ilusão. Vendeu vento. Vendeu embalagem. Mas não tinha produto. Foi utilizada a "parceria" com Ronaldo como a construção de um produto de primeira linha. Vencedor. Vibrante. Sem panelinhas. Mesmo sob o "gerente de produto" anterior nunca convenceu o mercado de forma a se tornar um produto líder incontestável.

Os novos "gerentes de produto" vieram e não conseguiram harmonizar a linha de produção. Os componentes da fórmula nunca se encaixaram. O produto nunca conseguiu existir e entrar no mercado de forma consistente e duradoura. Atividades políticas dos dirigentes sempre iludiram os consumidores com novas promessas, desvios de focos, centenário, estádio...

Os equívocos foram em quantidades que nenhuma marca resiste. Por mais forte que ela seja.

Vai contra qualquer fundamento do marketing o principal dirigente declarar, antes de momentos decisivos, que faria uma alteração radical nos componentes do produto, colocando insumos mais baratos "já que o mercado não exigiria..."

E os consumidores, como ficam?

E os patrocinadores, como ficam?

E os patrocinadores que também patrocinam sem analisar e medir as consequências como ficam com o revés do produto?

Está suficientemente provado e comprovado que ao linkar sua marca ao esporte o patrocinador tem muito mais do que visibilidade. Tem agregação à marca das qualidades do esporte. Jovialidade, competitividade, modernidade, vitória entre várias outras.

Mas também o contrário acontece. E que muitos e muitos dirigentes de marketing de muitos e muitos patrocinadores não dão a devida importância: assim como a marca patrocinadora agrega as qualidades boas também agrega as ruins.

Quando vemos e registramos a imagem de um atleta vencedor exibindo a marca no peito, a imagem que fica indelével nas nossas mentes é que a marca também é vencedora. Isso é muito mais valioso do que a simples visibilidade alcançada. Nesse caso, quanto maior a visibilidade maior o recall.

E ao contrário? Quando um atleta perdedor, cabisbaixo, infeliz, acuado pela mídia exibe a marca no peito o que fica na mente das pessoas? Nesse caso quanto maior a visibilidade pior.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CBG convoca atletas da Ginástica Rítmica para treinos e avaliações

Testes reunirão 20 ginastas em Aracaju (SE), de 7 a 10 de fevereiro

Uma grande avaliação será realizada entre os dias 7 e 10 de fevereiro, em Aracaju (SE), para a formação da nova Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica de Conjunto. O trabalho tem o foco direcionado, principalmente, aos Jogos Pan-Americanos, que serão em outubro deste ano, em Guadalajara, no México.

As ginastas que já integravam a Seleção foram convocadas. São elas: Ana Paula Alencar (Unipar / PR), Ana Paula Ribeiro e Jéssica Silveira (Clube dos Oficiais / ES), Ana Paula Scheffer, Jéssica Oliveira e Pâmela Oliveira (Sadia / PR), Jéssica Maier (Guairacás / SC), Larissa Barata (Coesi / SE), Letícia Dutra e Luísa Matsuo (Adiee / SC).

Outras 10 foram convidadas para o treinamento e avaliação: Bianca Mendonça (Adiee / SC), Dayane Amaral e Maria Caroline Ricardo (Agir / PR), Débora Falda e Izabelle Andrioto (Unopar / PR), Luiza França (Clube dos Oficiais / ES), Mariana Vieira (Soc. Ginástica de Joinville / SC), Morgana Gmach e Simone Luiz (Sadia / PR) e Rafaela Costa (Arquiclube / SE).

Todas passarão pela avaliação da treinadora da Seleção Brasileira de Conjunto, Camila Ferezin, e pela coordenadora da Ginástica Rítmica, Maria Cristina Vital. O trabalho será no Centro Nacional de Treinamento, onde acontece o trabalho diário da Seleção Permanente de Conjunto.

O resultado dos testes, com a definição das 10 ginastas selecionadas, será anunciado no dia 10, às 12h. Esse grupo formará a Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica de Conjunto Permanente, que seguirá em Aracaju.

Para Camila Ferezin, que fará sua primeira atividade após ser efetivada como técnica da Seleção Brasileira, essa avaliação será extremamente importante. "Teremos as 10 ginastas que já estavam na Seleção e outras 10 que foram convidadas de acordo com os bons resultados conquistados no ano passado. Tudo indica que haverá mudança na formação do grupo, já que queremos escolher realmente as 10 melhores do Brasil", afirmou Camila Ferezin.

Fonte: Photo&Grafia
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Corridas de rua têm maior crescimento dos últimos quatro anos em 2010

Foram 374 provas realizadas no estado de São Paulo, na temporada passada, contra 301 em 2009, crescimento de 24,5%

O fenômeno das corridas de rua está cada vez mais consolidado. Levantamento feito pela Federação Paulista de Atletismo (FPA) mostrou crescimento em várias áreas na temporada passada. Foram realizadas 374 provas no Estado de São Paulo em 2010, contra 301 no ano anterior, crescimento de 24,3%, o maior dos últimos quatro anos.

Do total de 374 provas identificadas, a FPA oficializou e regulamentou 287 (76,74%), sendo que 87 corridas (23,26%) foram irregulares por não cumprirem todas as recomendações da entidade. Participaram dos eventos oficiais 416.210 corredores, totalizando evolução de 3,67% em relação a 2009.

"Nossa meta é aumentar o número de provas regulares a cada ano, pois as corridas precisam dar garantias de segurança ao corredor. O objetivo é que se cumpra a Lei Federal (Código Nacional de Trânsito), em que os departamentos de trânsito, federações estaduais ou confederações emitam o alvará da competição em conjunto, para que os itens de segurança e saúde sejam cumpridos. O problema maior é que muitos secretários de esportes, prefeituras e organizadores não seguem a Lei, quando deveriam ser os primeiros a cumprir", afirmou o presidente José Antonio Martins Fernandes, o Toninho. "Mesmo com essas dificuldades, o crescimento de 2010 foi espantoso," acrescentou.

Das 287 corridas oficiais, 117 aconteceram na Capital e 170 no Interior do Estado. As provas em São Paulo cresceram 23% em relação ao ano anterior (94 para 117) e no Interior a evolução foi de 16,5% (146 para 170).

A primeira metade da década passada foi marcada por um elevado número de novas corridas de rua no Estado. Em 2001, apenas 11 provas eram oficialmente reconhecidas pela FPA. Este número saltou para 168 em 2005 e foi subindo até atingir 287 oficiais da atualidade.

Interior apresenta crescimento entre os participantes - Dos 416.210 participantes nas corridas de rua oficiais do ano passado, 279.114 competiram em provas na Capital, praticamente o mesmo número que em 2009 (279.195). No Interior, todavia, o crescimento tem sido significativo. Correram em 2009, 122.270 pessoas e, no ano passado, o número subiu para 137.096 (evolução de 12,2%).

Na Capital o número de mulheres tem se mantido nos últimos anos. No Interior, o crescimento é grande. O salto entre 2009 e 2010 foi de 16,5% (33.593 para 39.110). Entre os homens, a estatística mostra evolução de 10,5% (88.677 para 97.986).

Em 2007, por exemplo, eram 75,68% de homens e de 24,32% de mulheres. O melhor índice percentual feminino foi em 2008, quando atingiu 29,34% das vagas nas corridas. Em números absolutos, a melhor participação feminina foi na temporada passada, com 115.413 (27,73%).

Agosto é o mês com mais corridas em São Paulo - Agosto, período de inverno no Brasil, é o mês com mais corridas de rua no Estado de São Paulo. Em 2010 foram 44 provas. Maio, com 34 e dezembro, com 30, aparecem na sequência.

Número de provas
2007 - 253
2008 - 278 (10,0%)
2009 - 301 (8,3%)
2010 - 374 (24,3%)

Número de provas regulamentadas
2001 - 11
2002 - 17 (54,55%)
2003 - 34 (100,00%)
2004 - 107 (214,71%)
2005 - 168 (57,01%)
2006 - 182 (8,33%)
2007 - 195 (7,14%)
2008 - 217 (11,28%)
2009 - 240 (10,60%)
2010 - 287 (19,58%)

Corridas de rua
2010
Regulares - 287 (76,74%)
Irregulares - 87 (23,26%)
Total - 374

2009
Regulares - 240 (79,73%)
Irregulares - 61 (20,27%)
Total - 301

2008
Regulares - 217 (76,95%)
Irregulares - 63 (23,05%)
Total - 278

2007
Regulares - 195 (77,08%)
Irregulares - 58 (22,92%)
Total - 253

Número de participantes
2004 - 146.022
2005 - 209.501 (43,47%)
2006 - 233.557 (11,48%)
2007 - 283.960 (21,58%)
2008 - 372.352 (31,13%)
2009 - 401.465 (7,82%)
2010 - 416.210 (3,67%)

Número de participantes - São Paulo
2008 - 268.191
2009 - 279.195 (4,1%)
2010 - 279.114 (0%)

Número de participantes - Interior
2008 - 104.161
2009 - 122.270 (17,5%)
2010 - 137.096 (12,2%)

Fonte: ZDL

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sai a primeira convocação da Ginástica Artística Feminina de 2011

Estágio de treinamentos será no Flamengo, entre os dias 7 e 19 de fevereiro

Dez ginastas estão convocadas para a primeira etapa de treinos da Seleção Brasileira Feminina de Ginástica Artística no ano de 2011. Adrian Gomes (Grêmio Náutico União / RS), Ana Claudia Silva, Daniele Hypólito, Gabriela Soares, Jade Barbosa e Letícia da Costa (Clube de Regatas do Flamengo / RJ), e Bruna Leal, Ethiene Franco, Harumy Freitas e Priscila Cobello (Cegin / PR) treinarão de 7 a 19 de fevereiro, no Flamengo.

As ginastas estarão sob as orientações de uma comissão técnica formada por Iryna Ilyashenko, Ricardo Pereira, Viviane Cardoso, Adriana Alves e Keli Tiemi Kitaura. Segundo a ucraniana Iryna, esse primeiro estágio é de grande utilidade para a observação dos treinadores e o planejamento do ano.

"Temos dois campeonatos muito importantes este ano, que são os Jogos Pan-Americanos e o Mundial. Então, neste momento faremos uma avaliação técnica e física das meninas que competiram no ano passado e planejaremos os objetivos do ano. Claro que nesse primeiro estágio, elas ainda não estarão na forma perfeita e, por isso, há uma atenção especial aos testes físicos", explicou Iryna Ilyashenko.

O Campeonato Mundial será realizado de 7 a 16 de outubro, em Tokyo, no Japão, e os Jogos Pan-Americanos, de 24 a 29 do mesmo mês, em Guadalajara, no México. Mas, bem antes disso, a Seleção Brasileira fará sua estreia em 2011 na Copa do Mundo, no mês de março, em Paris, na França. Por isso, a treinadora destaca que já é momento de observar bem cada atleta.

"Nesta primeira fase de treinos, já temos o intuito de ver quais ginastas estão em melhores condições para esse primeiro campeonato, que é a Copa do Mundo, em março. Vamos começando o trabalho aos poucos, mas, ao mesmo tempo, já focado na competição", concluiu Iryna.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Havas confirma sucesso do vôlei brasileiro


Por Teresa Levin – jornal propmark
O País é do futebol, mas quem tem mais sucesso é o vôlei. É o que apontou o estudo “Nations of Sports”, desenvolvido pela Havas Sports & Entertainment (HS&E) – divisão do grupo Havas especializada em marketing esportivo e de entretenimento. A pesquisa avaliou o desempenho de 131 países, entre eles o Brasil, em ranking de medalhas em 52 modalidades esportivas, reconhecidas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), além de esportes automotores.

O vôlei sai na frente como o esporte brasileiro que tem a melhor performance, seguido pelo futebol. O vôlei conquistou nove medalhas (duas de ouro, cinco de prata e duas de bronze), contra cinco no futebol (duas de ouro, duas de prata e uma de bronze). Mas o futebol ainda é a principal indústria do esporte no País. Há um longo caminho para o vôlei, esporte com grande potencial de negócios a ser explorado e uma ampla gama de consumidores a ser conquistada.

“O vôlei ainda não tem um consumo digno da grande cobertura da mídia”, apontou José Estevão Cocco, presidente da J.Cocco Sportainment Strategy. “O potencial de negócios do vôlei está muito longe do limite de potencial faturamento. Quando comparado com o futebol, o número de jogos e espetáculos do vôlei é infinitamente menor. Falamos de jogos e espetáculos de equipes importantes. Não tendo jogos, o potencial de patrocínios permanece muito baixo”, avaliou. Para ele, as poucas equipes bem estruturadas que existem no Brasil têm seus patrocinadores. “Só que são eventuais e, tirando as verdadeiras grandes equipes, as outras praticamente não têm como se manter”.

Cocco lembrou que, no caso específico do vôlei, a administração está voltada totalmente para as seleções. “Em todas as categorias, masculinas e femininas. Em detrimento dos clubes, a prioridade total é das seleções que ficam com os jogadores convocados durante praticamente toda a temporada. Enquanto o vôlei brasileiro de seleções tem uma presença brilhante no cenário mundial, os clubes ficam muito a desejar nos eventos interclubes”, disse.

Cocco ressaltou que o País é referência mundial por conta do seu Centro de Treinamento e Formação, que não tem concorrentes. “Ele é benchmark para o resto do mundo. Nele são formados e lapidados nossos astros e estrelas do vôlei. Com um único centro o vôlei consegue manter seleções praticamente permanentes. Os jogos dessas seleções, quando realizados no Brasil, invariavelmente lotam os ginásios. O mesmo não acontece com os clubes”, falou. O especialista em marketing esportivo afirmou ainda que o vôlei tem grande apelo junto à população. “Seu consumo não é maior por falta de mais jogos e espetáculos”, argumentou.

Para ele, o esporte ocupa o espaço que deveria nos veículos de comunicação. “Sempre que acontece algum resultado ou jogo importante, a cobertura da mídia é compatível”, disse.

Na seara dos anunciantes envolvidos com o vôlei, o mais lembrado é o Banco do Brasil. “O maior case do vôlei no Brasil é do Banco do Brasil, principal patrocinador da Confederação Brasileira de Voleibol”, enfatizou Cocco. O Banco do Brasil patrocina, com exclusividade, o voleibol brasileiro desde 1991. A ideia surgiu um ano antes como plano de aproximação do público jovem.

Na época, pesquisas apontaram que, entre as atividades de maior interesse dos jovens, o esporte era a mais prazerosa. Com este dado em mãos, o BB encontrou a oportunidade que procurava na Liga Mundial de Vôlei, com jogos no Brasil, Holanda, França e Itália, em 1991. “As pesquisas e o patrocínio às seleções de basquete em anos anteriores ofereceram um dos dados mais importantes para a nova imagem: o vôlei era a modalidade mais assistida na TV. Ou seja, no País do futebol, os jovens viam vôlei”, informa o BB em seu site. A instituição também sabia que o patrocinador é, por todos os motivos, o maior torcedor da equipe patrocinada. “E lugar de torcedor é na arquibancada. Nesse momento formou-se a Torcida Brasil com suas camisetas amarelas colorindo os ginásios do País e do mundo”, informa o site do banco.

Já a Olympikus patrocina a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) desde 1997. Nos treinos dos atletas, novas tecnologias são criadas e testadas. O contrato atual da marca com a CBV vai até dezembro de 2012 e envolve o patrocínio e o fornecimento de material esportivo. Com isso, a marca acompanha todo o ciclo de competições nacionais e internacionais, com destaque para Liga Mundial, Grand Prix, Copas do Mundo, campeonatos mundiais, Copa América, Final Four, entre outros. Por ano, a CBV deve receber da Olympikus em torno de 20 mil peças para atletas, comissão técnica e equipe de suporte.

Marcas apoiam equipes

Além do BB e Olympikus, anunciantes como Leite Moça, Unilever, Pirelli e Bradesco, por exemplo, apoiam equipes brasileiras de vôlei. A Unilever patrocina projeto ligado ao vôlei desde 1997. A equipe Rexona foi lançada em março de 1997, em Curitiba, e em julho do mesmo ano fez o primeiro jogo sob o comando do técnico Bernardinho. Na temporada 2009/2010 o time passou por várias mudanças. Com os 80 anos da Unilever no Brasil, ele ganhou novo nome, uniforme e site, passando a chamar-se Unilever, assumindo assim a identidade corporativa da empresa mantenedora.

A disparidade financeira entre o vôlei e o futebol no Brasil é enorme. A J.Cocco trabalha com a previsão de faturamento do vôlei, incluindo clubes e seleções, de R$ 150 milhões em 2011. O futebol deve movimentar, entre patrocínios de clubes, merchandising nos jogos e direitos de televisão, cerca de R$ 1,5 bilhão. A classificação geral do estudo “Nations of Sports” posiciona o Brasil em 26º lugar no ranking, com 60 pódios, sendo 15 medalhas de ouro.

No ranking geral, os Estados Unidos ocupam a primeira posição, seguidos pela China, Rússia, Alemanha e França. Analisando o desempenho específico em esportes coletivos, os mesmos países mantêm a liderança, porém o Brasil sobe para a 17ª posição, com 23 pódios e seis medalhas de ouro, sendo duas de voleibol, duas de futebol, uma de handebol de areia e uma no tiro. Mas como o Brasil será sede dos Jogos Olímpicos de 2016, esses resultados devem melhorar.

O estudo “Nations of Sport” é realizado anualmente desde 2005. A performance brasileira não sofreu alterações significativas nesses cinco anos, ficando sempre entre 20º e 26º lugar. A metodologia utilizada é a mesma do Comitê Olímpico Internacional (COI). A pesquisa foi concluída em novembro de 2010.

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