quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sob o foco do marketing, o que o cliente prefere: assistir a um jogo de futebol ao vivo ou ganhar uma casa de presente com toda a infraestrutura e metrô na porta?

Por José Estevão Cocco
Publicado no Portal Copa 2014.

Sob o ponto de vista do mercado, quando se fala em emprego de capital e investimento, o cliente ou o consumidor deve vir sempre em primeiro lugar. As seguintes perguntas do investidor devem ser respondidas. O que sua majestade, o consumidor, deseja? Como, quando e onde? Quais seus anseios e preferências? Quanto será investido, quantos bens serão produzidos, quantos consumidores serão conquistados e qual o grau de satisfação deles? Qual o retorno do capital investido? Qual o risco do investimento? Quando os investimentos, em uma determinada obra, não são proporcionais ao retorno, normalmente, o poder público investe e financia. Podemos citar como exemplos: usinas geradoras de energia, redes de tratamento de esgotos, transporte público, portos, aeroportos, estradas.

Nesses casos, o investimento público é direcionado para o desenvolvimento social, geração de empregos, sustentação das atividades industriais, comerciais e de serviços, e fomentar o desenvolvimento do esporte e lazer para a população, conforme a própria Constituição brasileira estabelece. São ginásios, quadras, pistas, estádios e tantas outras necessidades da população para um desenvolvimento sadio e com saúde. Quando se fala em estádios, deve-se entender locais multiuso para diversos esportes e atividades de lazer e entretenimento, de tamanho sensato, estrategicamente distribuídos por todo o território nacional.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entretenimento

Por José Estevão Cocco

Essa é a palavra de ordem no mundo do futuro. Aliás, no de agora. Os maiores especialistas em mercado admitem que o entretenimento permeará a maior parte das atividades humanas. O marketing esportivo tem tudo a ver com isso. Ninguém duvida que um dos maiores segmentos da indústria do entretenimento é o esporte. O marketing esportivo deve englobar mais do que, simplesmente, a disputa de jogos e patrocínios. Deve se transformar em entretenimento esportivo. Nos mercados mundiais já existe até um neologismo para isso: sportainment.

Para se transformar em entretenimento esportivo, já está havendo uma grande preocupação mercadológica por parte das empresas de marketing esportivo internacionais, na busca de um novo consumidor. Aquele que não é apaixonado por esportes, mas adora grandes espetáculos, em que o espectador tem atrações antes, durante e após um evento esportivo. Em autódromos, arenas, ginásios ou estádios, com conforto e segurança. Ciente disso, os dirigentes de eventos esportivos, de toda e qualquer modalidade, precisam estar conscientes de que todos os outros entretenimentos são seus concorrentes.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Copa 2014 vai gerar R$ 142 bi adicionais para a economia brasileira

Estudo produzido pela Ernst & Young, em parceria com a Fundação Getulio Vargas, analisa impacto da realização da Copa do Mundo em mais de 30 setores da economia.

A Copa do Mundo 2014 terá um efeito multiplicador capaz de quintuplicar os investimentos diretos realizados no País para viabilizar o evento, injetando no total R$ 142,39 bilhões na economia brasileira até 2014. A informação é resultante do estudo Brasil Sustentável – Impactos socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, produzido pela Ernst & Young em parceria com Fundação Getulio Vargas (FGV).

Além do investimento direto de R$ 22,46 bilhões para garantir infraestrutura e organização, a realização da competição deve acarretar R$ 112,79 bilhões adicionais, considerando-se os impactos provocados em inúmeros setores interligados, em um efeito dominó com uma série de desdobramentos econômico-sociais. Serão gerados 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, impactando o mercado de consumo interno.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Copa do Mundo traz boas expectativas para as vendas do varejo

Fonte: Fecomércio

No país do futebol, a Copa do Mundo aquecerá o comércio durante os 30 dias de realização da competição. Segundo pesquisas realizadas pelas federações do comércio, os torcedores brasileiros, de olho na conquista do hexa, estão indo às compras em busca de adereços verde e amarelo e equipamentos eletrônicos - tudo para garantir a festa na hora da transmissão das partidas da seleção.

Estudo da Fecomercio-RJ estima que, em função da Copa do Mundo, serão vendidas cerca de 16 milhões de camisas do Brasil; 6,5 milhões de aparelhos de televisão; 1,3 milhão de serviços de TV por assinatura; 900 mil bandeiras, 684 mil bonés e 663 mil cornetas. Para a Fecomercio-DF, o produto mais vendido no período da Copa do Mundo será a camisa da seleção brasileira (41%). Além disso, no Distrito Federal, fazem parte dos artigos mais procurados: televisão (27,9%), tecidos para confecção de bandeiras e faixas (13,1%), bandeiras para automóveis (4,9%), tênis, sandálias verde-e-amarelas e cornetas (3,3% cada), top e bolas (1,6% cada).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Rank Sport Marketing

Por Marcos Estevão Cocco

Depois de muito ler, pesquisar, analisar, comparar, conversar etc. você se decide: vou usar o marketing esportivo. Você decide agregar à marca de sua empresa as qualidades emocionais do esporte, reforçando seu vínculo com os clientes/consumidores e buscando conquistar novos.

Mas, e aí? Qual esporte escolher? São centenas de opções, cada qual com suas particularidades, prós e contras, alcances e emoções diferentes.

Para investir numa programação de mídia, por exemplo, estão à disposição informações sobre cobertura, audiência, qualificação da audiência, afinidade, custo por mil etc., com as quais a empresa pode decidir onde aplicar sua verba, em qual emissora, qual programa, qual revista e assim por diante.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Construir novos estádios de luxo é entregar circos de luxo para uma população carente de educação, transporte e outros luxos.

Por José Estevão Cocco
Texto publicado no Portal 2014, em 17 de junho de 2010.

Como o próprio presidente da CBF e do COL diz, a Copa do Mundo FIFA não pode ficar sem São Paulo.
Portanto, de alguma forma ou de outras, São Paulo não ficará fora da Copa do Mundo de 2014.
A importância econômica da cidade lhe dá o cacife de poder negociar com a FIFA assim como fazem as cidades e países importantes e sérios.
São Paulo pode tranquilamente ficar sem a Copa. Não vai perder nada com isso. Não precisa fazer investimentos temerários e seguramente sem retorno. Os turistas chegarão em São Paulo de qualquer forma, vindos diretos do exterior ou de outras sedes da Copa no Brasil.
Ao contrário, a FIFA precisa dar aos seus decantados sócios e patrocinadores explicações de ficar fora de São Paulo por problemas políticos. O mercado paulista é tão importante para os patrocinadores e investidores que a própria Rede Globo não transmite finais da Libertadores sem times paulistas.
A FIFA e o COL têm tanta consciência disso que afirmam publicamente que a Copa não pode ficar sem São Paulo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Os números vitoriosos da FIFA

A Jabulani já está rolando nos gramados da África do Sul. Se por um lado, até o momento deste post, a bola oficial da Copa do Mundo balançou poucas vezes a rede, por outro a FIFA já comemora um saldo mais que positivo em termos de faturamento, que deverá chegar, ao final de 2010, a US$ 4 bilhões, no período dos quatro anos em que foram negociados os direitos de televisão para mais de 400 emissoras de todo o mundo e as propriedades de patrocínio para um seleto time de marcas com ambições globais (confira o post anterior). Esses números fazem parte de um estudo sobre as finanças da Copa realizado pela consultoria Crowe Horwath RCS. De acordo com o documento, os números da FIFA superam, com folga, os cerca de US$ 2,8 bilhões faturados na Copa de 2006, realizada na Alemanha e considerada uma das mais bem-sucedidas sob o ponto de vista da organização.

As emissoras de televisão, segundo projeção desse mesmo estudo, terão audiência global acumulada estimada em 30 bilhões de telespectadores ao longo das 64 partidas, que serão transmitidas até 11 de julho, dia da grande final. Os números se aproximam dos 29 bilhões alcançados em 2002, quando todo o mundo ocidental teve que acompanhar a maior parte da primeira Copa na Ásia de madrugada, em casa e longe das aglomerações, atualmente oficializadas “Fan Fests”. Assim, um maior número de aparelhos de TV foram ligados, explicando em parte por que apenas 26 bilhões acompanharam a Copa da Alemanha, há quatro anos. Em 2002, o Brasil teve uma participação de 7% na audiência acumulada, ficando atrás apenas dos chineses, com 15%. Acredita-se que esse foi um dos nossos grandes trunfos para conquistar o direito à Copa 2014. Vale lembrar que os direitos de televisão correspondem a quase 75% do faturamento da FIFA.

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