quinta-feira, 3 de novembro de 2011

J. Cocco Sportainment Strategy promove o curso formação específica de elite Scouting no Futebol


O curso será ministrado por Rui Gomes de Oliveira, pela primeira vez no Brasil

Durante os dias 08, 09 e 10 de dezembro a J. Cocco Sportainment Strategy junto a Quest – Soluções para o Desporto realizará o curso Formação Específica de Elite Scouting no Futebol, das 9h30 às 18h, no Auditório da J. Cocco em São Paulo.

Aplicado pela primeira vez no Brasil o curso tem como principais objetivos compreender o funcionamento de um departamento de Scouting; entender as funções e quais as competências de um Scout; aprender a utilizar as novas tecnologias com o auxílio ao trabalho de Scouting no Futebol e desenvolver a capacidade para identificar características específicas em jogadores de futebol e detectar talentos. Ele será ministrado por Rui Gomes de Oliveira, consultor do fundo “Benfica Stars Fund”; coordenador do Gabinete de Prospecção e Avaliação dos jogadores da Sport Lisboa e Benfica; treinador de futebol do setor de formação do Sport Lisboa e Benfica, de 1986 a1998, e pós-graduado em Treino de Jovens Desportistas.

Podem inscrever-se Scouts, Treinadores, Agentes de Jogadores de Futebol, Observadores, Coordenadores de Departamentos de Futebol e pessoas que pretendam vir a desempenhar funções relacionadas com o Scouting no Futebol.

As seleções serão realizadas através da análise curricular e da ordem de entrega das inscrições. O curso será ministrado com o número mínimo de 25 alunos e, caso não seja viabilizado, os valores pagos serão restituídos imediatamente.

Conteúdos Abordados

Caracterização dos atletas de diversos escalões da formação e do futebol profissional:
·        Escolas;
·        Infantis;
·        Iniciados;
·        Juvenil;
·        Equipe B;
·        Atletas Profissionais.

Funções do Observador:
·        Detectar Talentos;
·        Observar e avaliar atletas adversários;
·         Observar e avaliar atletas da própria equipe/ clube;
·        Observar equipes adversárias;
·        Observação da própria equipe/clube;
·        Formar Observadores.

Construção e Operacionalização de um Departamento de Scouting:
·        A realidade do clube;
·        Organograma e Princípios Estruturais;
·        Orçamento;
·        Objetivos do Departamento;
·        Criação da Estrutura;
·        Definição de Competências;
·        Estratégias de Observação;
·        Documentos de Suporte;
·        Metodologia;
·        Registros e Base de Dados;
·        Gestão de Controle.

Formação dos Observadores:
·        Observar;
·        O que observar;
·        Estratégias de Observação;
·        Treino da Observação,
·        Registro das Evidências;
·        Relatórios;
·        Competências dos Observadores;
·        Comportamentos
·        Ética Profissional

Observação dos Atletas e Jogos:
·        Meios Técnicos – Digitais e Vídeos;
·        Grades de Registro;
·        Protocolo de Observação;
·        Observação Direta e Indireta.

Exercícios Práticos

Serviço
Formação Específica de Elite Scouting no Futebol
Formador: Rui Gomes de Oliveira
Dias 08, 09 e 10 de dezembro -  a partir das 09h30
J. Cocco Sportainment Strategy – Auditório
Rua Geraldo Flausino Gomes, 62 – 2º andar – Brooklin/ SP

Informações e inscrições com Cláudia

Tel.: 11 3755-0908

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As ONGPACGPs


Por José Estevão Cocco
Fúncio estava pensativo, sentado na frente da sua morada. Estava preocupado, pois não conseguia trocar os tacapes que fazia nem por arroz. Naquela aldeia, quem tinha arroz já não precisava mais dos tacapes do Fúncio. Talvez em outra aldeia. E lá foi ele tentar escambar a sua mercadoria.
- Eu lhe dou um tacape e você me dá uma galinha.
- Mas a minha galinha vale mais do que um tacape.
- Então lhe dou dois tacapes!
- E o que eu vou fazer com dois tacapes?
No caminho de volta, sem a galinha ou qualquer outra coisa, notou alguns homens pescando. Mergulhados na água até na cintura, fisgavam os peixes com varetas de pau. Era muito difícil.
- Ei, quer trocar um tacape por um peixe?
- Não, tacape não enche barriga!
E lá se foi Fúncio.
-Peraí, pensou. Em vez de tacape, posso fazer armadilha para peixe...
Durante alguns dias ficou pensando numa maneira mais fácil de pescar.
Além dos pescadores precisarem ficar dentro d’água, a maioria dos peixes escapava. Quando a água era meio turva, ninguém via nenhum peixe.
E Fúncio criou o anzol. Tosco, era só um gancho feito de madeira.
Mas foi um sucesso. Criou também um processo de pesca.
-Coloque na ponta do anzol algum alimento que o peixe se fisga sozinho, alardeava.
Com o anzol, Fúncio vivia com a sua morada cheia de coisas trocadas por ele. Comida, couros, animais. O anzol era muito valorizado nas trocas.
Fúncio já não conseguia fazer sozinho toda a produção necessária para atender a demanda. Pensou, pensou e resolveu convidar o seu cunhado para ajudar. Revolução na aldeia. Alguém iria ajudar outro em troca de alguma coisa.
- Para cada 5 anzóis que você fizer eu lhe dou uma galinha. 50 anzóis uma cabra...
O fato causou grande polêmica na aldeia. O Conselho de Proteção aos Aldeões, CPA, se reuniu e resolveu criar uma série de obrigações para Fúncio e direitos para os ajudantes. Ah, não esqueça de que o CPA precisa sobreviver e, para isso, sobre todas as galinhas e cabras que os aldeões receberem, uma parte, digamos uns oitenta por cento, devem ser entregues ao CPA.
O sucesso do anzol foi tão grande, que muitas outras aldeias vinham ao Fúncio.
Foram contratados mais 10 ajudantes. Aliás, 10 funcionários, como passaram a ser chamados os ajudantes de Fúncio. Como os anzóis estavam vendendo muito, Fúncio não se preocupou em melhorar o produto. Só podiam comprar dele mesmo! Praquê perder tempo.
Numa outra aldeia, a Aldeião, vivia um homem observador e muito criativo. Era o Rival do Aldeião. Utilizava a técnica de outra aldeia, a Aldeiané, que se especializou em analisar os produtos de outras aldeias, melhorar tecnicamente, miniaturizar e colocar no mercado. Sempre era sucesso.
Rival notou que os pescadores se queixavam de que os peixes escapavam com facilidade do anzol do Fúncio. Usando da sua criatividade e técnica, desenvolveu o anzol Rival. Na ponta do gancho tinha uma saliência que não deixava o peixe escapar. Para que todos os pescadores conhecessem o anzol, Rival foi de aldeia em aldeia, de rio em rio, de lagoa em lagoa, fazendo demonstração das qualidades do seu anzol. Não se esqueceu de presentear os líderes de pescadores com anzóis. Logicamente o Conselho de Proteção ao Aldeão de Aldeião, CPAA, também entrou no promissor negócio.
Rapidamente, os anzóis do Rival passaram a ser procurados e mais valorizados do que os de Fúncio. Enquanto os do Fúncio valiam, agora, mero franguinho, o anzol Rival era trocado por no mínimo 3 galinhas poedeiras.
Mas o grande problema de Fúncio não era simplesmente não trocar mais anzóis, era o estoque que tinha feito e tinha que pagar para os seus funcionários.
Depois de esgotado o seu chicken-flow, já não tinha bens suficientes para pagar os 11 funcionários. Propôs então a eles que pagaria em anzóis.
- O que vamos fazer com anzóis que não vendem? Queremos nossas galinhas e cabras. Acordo é acordo. O Conselho de Proteção ao Aldeão está atento. Nem vem com essa estória de mercado ruim... Podemos até fazer um acordo e ficar com a sua morada...
Fúncio faliu e os funcionários ficaram sem ter o que trocar. Em pouco tempo também estavam, de novo, sem ter o que fazer e lutando para comer. Como eles tinham conquistados direitos, formaram uma comissão e foram ao CPA.
- Precisamos da sua proteção. O incapaz do Fúncio não conseguiu trocar os anzóis e nós estamos desamparados. Dedicamos os melhores tempos de nossas vidas para ele e é isso que recebemos em troca. A Aldeia precisa tomar alguma providência.
- Vocês têm razão. A Aldeia precisa fazer alguma coisa por vocês. De hoje em diante vocês vão receber 1 galinha e leite de cabra, todos os dias até resolverem a situação, disse o líder do CPA, Chopiniano Mamão.  Enquanto isso, vocês ficam à disposição deste Conselho, ajudando a fiscalizar a Aldeia para que incapazes como o Fúncio não nos cause mais problemas.
- Mas onde obteremos as galinhas e o leite? perguntou um dos  conselheiros.
- Vamos confiscar os Fúncios da Aldeia e cobrar uma galinha de todos os que trouxerem anzóis Rival para cá. Dessa forma vamos socializar a forma de sustentar quem tem direitos adquiridos.
Fúncio criou outros produtos. O arpão, a vara de bambu flexível. Voltou a ter produtos valiosos para trocar. Mas resolveu valorizar a sua habilidade e criatividade. Fazia tudo sozinho. Compromissos só ligados a resultados. Não queria nem saber de buscar ajuda com outros aldeões. Só contratava serviços de outras aldeias que não tinham exigências.
Os ex-funcionários também passaram a valorizar a sua “mão-de-obra”. Os cinco realmente capacitados, criativos e parceiros, partiram para fora da aldeia. Foram ajudar o Rival. Até com trocas mais vantajosas. Como o produto Rival tinha melhor valor de troca, eles também recebiam mais bens pelos anzóis. Só que tinha uma grande diferença do tempo de Fúncio. Eles recebiam pelos anzóis vendidos e não pelos produzidos. Foi outra revolução. Passaram a entender o grande mal que tinham feito a si próprios ao não se entenderem para, juntos, resolver os problemas de Fúncio.
- Em vez de valorizarmos a nossa criatividade e capacidade, sermos parceiros de Fúncio e desenvolver outros produtos para ter lucro juntos, preferimos nos submeter ao Rival.
Os outros ex-funcionários, sem maiores capacidades, continuaram sendo sustentados pela aldeia, pois estavam desempregados e como tal, tinham direitos conquistados. Direito de viver à custa da aldeia, recebendo galinheiros inteiros como indenizações e estimulando outros aldeões a exigirem seus direitos. Como passaram a fazer parte do poderoso Conselho de Proteção ao Aldeão, receberam quinhões da aldeia para representar o CPA, com direito a poder contar com a ajuda de seus familiares e amigos, devidamente agraciados com gordas penosas e de mamar nas cabras do CPA.
Como tudo que é bom atiça a cobiça, membros do CPA, descontentes com os seus quinhões, resolveram criar outros CPAs. Assim vieram o CPA do A, o CPA do B, o CPA do C. Como não era negócio para nenhum deles a concorrência, decidiram criar o CPA de Mor, com representantes de todos os CPAs. Logicamente, para arcar com a remuneração de todos os membros, mais a estrutura de todos os CPAs, montaram diversas ONGPACGPs (Organizações Não Governamentais de Proteção aos Aldeões, mas Com Galinhas Públicas).
O resto da história, todos conhecemos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Marketing Esportivo, Mercado Brasileiro e a Copa do Mundo


José Estevão Cocco

Sábado passado, dia 8, estive em Brasília proferindo mais uma palestra, a 108ª, sobre as oportunidades geradas pelos megaeventos.

Mais uma vez, volto preocupadíssimo. Faltam menos de mil dias para a Copa 2014 e o que se ouve invariavelmente das autoridades e órgãos públicos é que estão PLANEJANDO, fazendo reuniões, realizando seminários, debatendo, justificando...

Realizando e oferecendo diretrizes para o mercado nunca.

Até quando eles que se apoderaram da Copa 2014 vão "planejar"?

Mais de uma centena de cidades brasileiras têm comitês para a Copa. Praticamente todas elas foram à Copa da África do Sul para verificar "in loco" como realizar uma Copa do Mundo e, até hoje, continuam sem saber o que fazer ou por onde começar.

As pequenas, médias, grandes e gigantes empresas brasileiras não sabem que rumo tomar.
O que o Brasil quer e espera da Copa 2014, nacional e internacionalmente? É a pergunta para a qual venho tentado obter resposta há anos e não consigo nada!

Um trabalho da Ernest&Young, realizado e publicado em 2009, demonstra que a Copa provocaria um movimento na economia brasileira de mais de R$ 142 bilhões, entre 2010 e 2014. Note bem: de 2010 até 2014.

2010 já se foi. 2011 quase. E no passo que a coisa vai 2012 também.
Só as grandes empreiteiras estão usufruindo.

Se formos deixar só para 2014, vamos tirar qual proveito para o mercado brasileiro? Vamos vender churrasquinho na porta dos elefantes brancos?

Precisamos, urgentemente, de um plano estratégico de marketing sobre o que o Brasil espera e vai fazer com as oportunidades que a Copa 2014 pode gerar para que as empresas brasileiras possam se ajustar à estratégia nacional e rumar para o mesmo objetivo.

Copa é igual ao Natal e outros dias comerciais. O que menos interessa para o mercado é o dia 25 de Dezembro. O aproveitamento de todo o movimento da data começa logo após o 25 de Dezembro do ano anterior.

José Estevão Cocco é Diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy, Presidente da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, Conselheiro da Associação de Marketing Promocional, Membro da Academia Brasileira de Marketing e Idealizador e professor do Curso Sportainment Strategy – A Nova Geração do Marketing Esportivo.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Se for para felicidade geral da nação, a minha marca patrocina.


José Estevão Cocco

No último jogo da seleção brasileira de futebol, o Brasil inteiro percebeu a importância do esporte na vida de um povo.

Nos momentos esportivos, os torcedores vibram, gritam, extravasam alegria esquecendo, mesmo que por breves momentos, a situação do mundo, do país, deles próprios.

Circo para o povo? Muito longe disso. Belém viveu quase uma semana inteira de felicidade.

De breves momentos em breves momentos o sportaiment vai agregando valores às marcas a ele linkadas.

No episódio de Belém, as empresas presentes no estádio, fora dele, nos merchandisings, nos patrocínios de televisão, silenciosamente tiveram um grande upgrade nas suas marcas.

O Brasil inteiro se emocionou com um dos maiores corais do mundo cantando um hino nacional ao vivo.

Enquanto todos nós acompanhávamos emocionados e embevecidos o raro espetáculo, as câmeras registravam as presenças das diversas marcas em placas, camisas, faixas, semblantes tornando-as parte integrante da festa.

Que valor tem isso? Incomensurável.

Quando o espetáculo é adequado, bem organizado e divulgado, o resultado sempre aparece. A adequação independe da qualidade suprema. Em Belém foi um jogo com personagens coadjuvantes, conforme a crítica futebolística classifica. Mas foi na medida para o mercado local, que transferiu para todo o Brasil, Argentina e muitos outros países o emocionante espetáculo.

Imagine na Copa do Mundo.

José Estevão Cocco é Diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy, Presidente da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, Conselheiro da Associação de Marketing Promocional, Membro da Academia Brasileira de Marketing e Idealizador e professor do Curso Sportainment Strategy – A Nova Geração do Marketing Esportivo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ou dá ou desce. A orgia dos 1.000 dias mais caros que o Brasil já viveu.


Por José Estevão Cocco
Faltam 1.000 dias para as obras da Copa 2014 ficarem prontas de acordo com os cronogramas da FIFA, sem considerar a Copa das Confederações.
Serão os 1.000 dias mais caros que o Brasil já presenciou durante todos os tempos. E olha que muitos absurdos já ocorreram neste país.
Mais caro para a Nação e todos os cidadãos pagadores de impostos. Tudo o que não foi feito durante pelo menos oito anos, com planejamento, honestidade de propósitos, disputas políticas irresponsáveis, e outros interesses menos confessáveis, terá que ser feito mal e porcamente por preços aviltantes e revoltantes para nós cidadãos.
Tudo o que as grandes construtoras ajudaram a empurrar para a última hora, os nossos governantes assistiram acuados e desatinados. Infelizmente, como o previsto, não deu tempo. Aliás, trabalharam brilhantemente para não dar tempo. Atividades urgentes custam muito mais caro. Custam preços extorsivos. Desde a compra de materiais e serviços até as jornadas de trabalho diuturnas. Ou dá ou desce.
Anos atrás, coincidentemente quando faltavam exatamente 2014 dias para a Copa no Brasil, fiz uma palestra em importante evento realizado no Anhembi, dividindo a mesa com o então secretário de esportes do estado de São Paulo e o presidente da SPTuris, onde manifestei a preocupação com o  atraso do Brasil em relação os preparativos para a realização da Copa  de 2014.
Desde essa época, venho acompanhando, atonitamente, as idas e vindas das autoridades, dos fornecedores, dos aproveitadores e, consequentemente, das cidades e estados sedes. Todas as culpas e ineficiências são jogadas em cima das "exigências da FIFA", que nesse episódio é a única das partes a ter tudo claro e explícito, desde a negociação para realização do magno evento no Brasil.
É como assistir a um teatro do absurdo.
Se o governo sentiu que estava sendo pressionado (para não usar termo mais agressivo) pelo mercado, por que não abriu concorrência internacional provocando disputa séria e honesta no mercado. Ao contrário, deixou chegar a tal situação, que precisou criar a famigerada RDC aos 48 minutos do segundo tempo.
Se este espaço permitisse poderíamos nos deter sobre inúmeros outros exemplos.
Um recente exemplo que está para ser atentado sobre os cidadãos paulistanos: o benefício fiscal (dinheiro dos cidadãos dados como fundo perdido) de R$ 420.000.000,00 para preparação de um estádio particular sediar a abertura da Copa.
Diz claramente o presidente do Corinthians que esse valor é para adaptar o estádio de Itaquera para a abertura da Copa. Se não precisar dessa adaptação, o Corinthians faz o seu estádio sozinho, somente com o financiamento do BNDES, também totalmente subsidiado pelos brasileiros pagantes de impostos, diga-se.
É um acinte. O estádio do Morumbi precisava praticamente da metade desse valor para adaptar o estádio para a abertura da Copa.
Qual a razão dos governantes da cidade não terem se empenhado da mesma forma? Explica aqui para este eleitor idiota que votou nesse governante.
E os estádios do Palmeiras e do Pacaembu que seriam alternativas e também custariam muito menos do que isso?
Sob o ponto de vista do marketing, São Paulo não precisa da Copa. Nosso parque hoteleiro está com plena ocupação, nossa imagem internacional é de um estado pujante, tecnologicamente desenvolvido, paga os melhores salários, tem um comércio desenvolvido, uma indústria importante, um setor de serviços respeitado, as maiores e mais qualificadas audiências em mídia, os maiores patrocinadores, a propaganda mais premiada, as melhores estruturas de feiras e exposições entre centenas de outros exemplos. O maior destino internacional dos vôos nacionais e internacionais é São Paulo.
Os outros estados, praticamente não precisam aumentar seus aeroportos, diferentemente de São Paulo. As obras que São Paulo precisa não são para a Copa 2014, são para agora.
E sem compactuar com a orgia dos 1.000 dias.
José Estevão Cocco: Presidente da Abraesporte - Academia Brasileira de Marketing Esportivo e da J.Cocco Sportainment Strategy

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Abraesporte quer evitar "paraquedistas" no segmento


Por Karan Novas – jornal propmark

Entidade pretende auxiliar na preparação de empresas de marketing esportivo

O marketing esportivo tem recebido, há pelo menos dois anos – ou desde que a decisão do País como sede da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 começou a amadurecer –, um sem-número de novos representantes, seja de empresas ou especialistas, de olho nas infinitas oportunidades que o mercado brasileiro proporcionará. Quem, porém, estará preparado para desenvolver um trabalho consistente, que vá além da superficialidade que muitos, ainda hoje, consideram a disciplina? “O que muitos não enxergam é que o marketing esportivo é, antes de qualquer coisa, marketing. Ele tem que ser encarado como tal, passar por todos os processos de marketing, e não se limitar ao oba-oba, às plaquinhas de merchandising e à estampa das marcas em uniformes de atletas”, alertou José Estevão Cocco, presidente da J.Cocco Comunicação Integrada de Marketing e da J.Cocco Sportainment Strategy.

O executivo é um dos pioneiros na exploração do esporte como ferramenta de marketing e, muito por isso, foi nomeado presidente da Abraesporte (Academia Brasileira de Marketing Esportivo), fundada exatamente para auxiliar na viabilização da profissionalização das atividades do marketing esportivo no País, dividindo com todos os envolvidos no processo – entre eles agências, anunciantes, patrocinadores, confederações, clubes, dirigentes e atletas, entre outros – as melhores práticas. A principal preocupação dos envolvidos de longa data com o segmento, segundo Cocco, é com os “paraquedistas”, que acreditam que o volume de negócios a ser gerado graças aos dois maiores eventos esportivos do mundo já é suficiente para gerar algumas cifras. “Muitos têm uma visão equivocada, ou pelo menos limitada, do que é o mar-
keting esportivo. Tem gente que patrocina modalidades esportivas sem saber se existe qualquer ligação ou pertinência com seu negócio, muito pelo despreparo próprio e do parceiro que o acompanha nessa jornada. Queremos que a Abraesporte tenha uma atuação de treinamento nesse sentido. Queremos mostrar que fazer marketing esportivo não é nada além de trabalhar o esporte exclusivamente sob o foco de marketing”, ressaltou Cocco.

Ferramentas

Pensando inicialmente em otimizar o planejamento e as estratégias de atuação de seus clientes, mas hoje estendendo a utilização para qualquer interessado, a J.Cocco Sportainment Strategy desenvolveu a Rank Sport Marketing. A ferramenta tem como meta reunir a maior quantidade de dados sobre as mais diversas modalidades esportivas praticadas no Brasil, com filtros e categorias que permitem descobrir como e onde um determinado anunciante deve investir para ter melhor retorno. “Alimentamos e atualizamos semestralmente a Rank Sport Marketing com toda a informação possível sobre 55 modalidades. Lá é possível conferir qual a visibilidade de cada uma delas, se há transmissão, quem são seus ídolos, qual é o público, quantas pessoas acompanham etc. Por aí é possível traçar um plano de mídia, de patrocínio, diversas ações baseadas no valor de cada verba e, principalmente, na pertinência em relação aos objetivos de cada marca”, detalhou Cocco.

Outras ferramentas, segundo o presidente da Abraesporte, também são fundamentais para uma análise mais aprofundada dos resultados – indo além da superficialidade atual no que diz respeito ao marketing esportivo, como a simples medição de valor de mídia espontânea. “Geralmente, a comprovação de alguma ação de marketing esportivo é baseada exclusivamente no clipping, na presença em veículos, mas de nada serve aparecer amplamente na mídia se for com uma conotação negativa, por exemplo. Para nossos clientes, realizamos um trabalho qualitativo para medir a percepção sobre a marca antes e depois de qualquer evento, usando ferramentas como a PhotoMind, que auxilia nesse sentido. O que interessa após uma ação ligada ao esporte, como em qualquer ação, é o recall, o que ficou na cabeça do público e o que ele entendeu em relação à marca”, alertou.

Ídolos

Cocco acha que há muito de positivo na presença de grandes ídolos do esporte em novas – ou renovadas – empreitadas no marketing esportivo. Porém, alerta que a simples figuração ou exploração da imagem de um campeão, sem uma base profissional aplicada ao próprio ou por trás dele, pode significar uma morte anunciada. “O ídolo é a primeira ferramenta que um esporte deve ter para ser notícia, para ter evidência. Porém, é preciso lembrar que, quando falamos do marketing, o esporte é um plano – e deve ser tratado como tal. Ter um grande nome do esporte participando de uma operação atrai visibilidade e novos negócios, mas é necessário que haja, por trás dele, uma estrutura especializada que conheça muito bem o mercado e saiba como explorar de forma positiva essa vitrine”, acredita o presidente da J.Cocco.

Pro2014

Diante de todas as marcas possíveis registradas no Brasil com qualquer ligação com o número 2014 pela Fifa, a Abraesporte conseguiu licenciar a marca Pro2014, que será utilizada para a realização de um plano que tem como meta realizar um projeto em nível nacional, que una, prepare e assessore empresas para atuação regional. “Queremos capacitar as empresas para oferecer uma espécie de consultoria local em relação às oportunidades trazidas pela Copa do Mundo. Serão 12 cidades-sede, mas como as mais de 5 mil do nosso território podem se beneficiar com o evento. Algumas terão o turismo como carro-chefe, enquanto outras podem ser grandes fabricantes de brindes, por exemplo. Nossa missão será aplicar nosso modelo de trabalho, fazer com que as receitas e métodos aprovados na Abraesporte sejam replicados em todo o Brasil”, contou Cocco.

Futuro

A preocupação da Abraesporte com os “paraquedistas” citados anteriormente é muito mais presente que futura. Na opinião de Cocco, a multiplicação de empresas ou recém-especialistas no marketing esportivo deve ser como aconteceu há pouco menos de duas décadas com o marketing promocional, que apareceu como solução de todos os problemas, mas, com o passar do tempo, manteve apenas aqueles que se adequaram a um modelo pertinente e efetivo de trabalho. “Não se discute se é certo ou errado criar tantos departamentos específicos dentro das grandes agências, ou mesmo novas operações. O que a gente acredita é que a espuma que se faz atualmente é muito grande, como na exploração dos grandes ídolos, mas é preciso ter cuidado para não gerar mais marca própria que faturamento”, aconselhou.

O legado, na opinião do executivo, é o principal – e, para ele, deve ser repleto de pontos positivos. “Em 2017, teremos melhores estruturas, não só em estádios, mas em tudo que cerca a prática esportiva, como de locais para receber grandes seminários, fóruns etc. Também teremos agências e profissionais mais qualificados, veículos mais preparados e, principalmente, anunciantes e patrocinadores mais envolvidos e conscientes em relação ao negócio”, finalizou Cocco.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Especialista europeu em Scouting no Futebol realizará curso inédito em São Paulo


Rui Gomes de Oliveira, consultor do Fundo “Benfica Stars Fund”, vem ao Brasil para ministrar um curso de Scouting no Futebol na cidade de São Paulo. A formação, agendada para os dias 8, 9 e 10 de dezembro, é promovida pela empresa portuguesa QUEST – Soluções para o Desporto e pela J. Cocco Sportainment Strategy. A QUEST é líder de mercado em Portugal na promoção de formações de alto nível, tendo formado mais de 500 especialistas em diferentes âmbitos.

As edições anteriores da Formação de Scouting no Futebol realizadas em Portugal foram pioneiras na Europa, reunindo representantes dos principais clubes portugueses. “O Rui Oliveira vai passar aos formandos brasileiros as técnicas e estratégias state-of-art em nível mundial sobre a temática do Scouting no Futebol. Os alunos vão aprender a observar e detectar talentos, a estruturar e organizar departamentos de Scouting e a utilizar as tecnologias mais recentes de análise de jogo”, informa Ricardo Balbeira, da QUEST. Rui Oliveira tem mais de 20 anos de experiência nessas matérias, estando, desde o início, ligado a grandes clubes de futebol como o Sport Lisboa e Benfica.

Esta formação de alto nível é dirigida a Scouts, Agentes, Olheiros, Treinadores, Coordenadores de Departamento de Formação e Futebol de Clubes e a todos aqueles que desenvolvem atividade neste âmbito em específico.

As inscrições já estão abertas e poderão ser solicitadas pelo e-mail scouting@jcoccosport.com.br .

Mais informações em www.quest.com.pt .

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