Categoria4 será criada para aumentar o número de torcedores nos estádios
Durante a reunião da comissão especial que analisa a Lei Geral da Copa na Câmara dos Deputados, que ocorreu nesta terça-feira (8/11), o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, anunciou que será criada a Categoria4 com ingressos mais baratos para o mundial.
Segundo ele, estas entradas serão vendidas apenas para estudantes, idosos e pessoas com baixa renda pelo valor de aproximadamente R$44,00.
O objetivo da criação para esta nova categoria é permitir o acesso de um maior número de pessoas nos estádios brasileiros.
Valcke disse que criará mecanismos para evitar a ação de cambistas e do mercado paralelo.
Dentre as polêmicas que envolvem a Copa do Mundo 2014 estão os valores dos ingressos, pois cabe a FIFA, organizadora do evento, decidir o preço e a possibilidade de meia-entrada.
Fonte: G1
terça-feira, 8 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
J. Cocco Sportainment Strategy promove o curso formação específica de elite Scouting no Futebol
O curso será
ministrado por Rui Gomes de Oliveira, pela primeira vez no Brasil
Durante os dias 08, 09 e 10 de dezembro a J. Cocco Sportainment Strategy junto a Quest – Soluções para o Desporto realizará
o curso Formação Específica de Elite Scouting
no Futebol, das 9h30 às 18h, no Auditório da J. Cocco em São Paulo.
Aplicado pela primeira vez no Brasil o
curso tem como principais objetivos compreender o funcionamento de um
departamento de Scouting; entender as funções e quais as competências de um
Scout; aprender a utilizar as novas tecnologias com o auxílio ao trabalho de
Scouting no Futebol e desenvolver a capacidade para identificar características
específicas em jogadores de futebol e detectar talentos. Ele será ministrado
por Rui Gomes de Oliveira, consultor do fundo “Benfica Stars Fund”; coordenador
do Gabinete de Prospecção e Avaliação dos jogadores da Sport Lisboa e Benfica;
treinador de futebol do setor de formação do Sport Lisboa e Benfica, de 1986
a1998, e pós-graduado em Treino de Jovens Desportistas.
Podem inscrever-se Scouts, Treinadores,
Agentes de Jogadores de Futebol, Observadores, Coordenadores de Departamentos de
Futebol e pessoas que pretendam vir a desempenhar funções relacionadas com o
Scouting no Futebol.
As
seleções serão realizadas através da análise curricular e da ordem de entrega
das inscrições. O curso será ministrado com o número mínimo de 25 alunos e,
caso não seja viabilizado, os valores pagos serão restituídos imediatamente.
Conteúdos Abordados
Caracterização dos atletas de diversos escalões da
formação e do futebol profissional:
·
Escolas;
·
Infantis;
·
Iniciados;
·
Juvenil;
·
Equipe B;
·
Atletas Profissionais.
Funções do Observador:
·
Detectar Talentos;
·
Observar e avaliar atletas adversários;
·
Observar e avaliar
atletas da própria equipe/ clube;
·
Observar equipes adversárias;
·
Observação da própria equipe/clube;
·
Formar Observadores.
Construção e Operacionalização de um Departamento de
Scouting:
·
A realidade do clube;
·
Organograma e Princípios Estruturais;
·
Orçamento;
·
Objetivos do Departamento;
·
Criação da Estrutura;
·
Definição de Competências;
·
Estratégias de Observação;
·
Documentos de Suporte;
·
Metodologia;
·
Registros e Base de Dados;
·
Gestão de Controle.
Formação dos Observadores:
·
Observar;
·
O que observar;
·
Estratégias de Observação;
·
Treino da Observação,
·
Registro das Evidências;
·
Relatórios;
·
Competências dos Observadores;
·
Comportamentos
·
Ética Profissional
Observação dos Atletas e Jogos:
·
Meios Técnicos – Digitais e Vídeos;
·
Grades de Registro;
·
Protocolo de Observação;
·
Observação Direta e Indireta.
Exercícios Práticos
Serviço
Formação Específica
de Elite Scouting no Futebol
Formador: Rui Gomes
de Oliveira
Dias 08, 09 e 10 de
dezembro - a partir das 09h30
J. Cocco
Sportainment Strategy – Auditório
Rua Geraldo
Flausino Gomes, 62 – 2º andar – Brooklin/ SP
Informações e
inscrições com Cláudia
Tel.: 11 3755-0908
terça-feira, 1 de novembro de 2011
As ONGPACGPs
Por José Estevão Cocco
Fúncio estava pensativo,
sentado na frente da sua morada. Estava preocupado, pois não conseguia trocar
os tacapes que fazia nem por arroz. Naquela aldeia, quem tinha arroz já não
precisava mais dos tacapes do Fúncio. Talvez em outra aldeia. E lá
foi ele tentar escambar a sua mercadoria.
- Eu lhe dou um tacape e
você me dá uma galinha.
- Mas a minha galinha vale
mais do que um tacape.
- Então lhe dou dois
tacapes!
- E o que eu vou fazer com
dois tacapes?
No caminho de volta, sem a
galinha ou qualquer outra coisa, notou alguns homens pescando. Mergulhados na
água até na cintura, fisgavam os peixes com varetas de pau. Era muito difícil.
- Ei, quer trocar um tacape
por um peixe?
- Não, tacape não enche
barriga!
E lá se foi Fúncio.
-Peraí, pensou. Em vez de
tacape, posso fazer armadilha para peixe...
Durante alguns dias ficou
pensando numa maneira mais fácil de pescar.
Além dos pescadores
precisarem ficar dentro d’água, a maioria dos peixes escapava. Quando a água
era meio turva, ninguém via nenhum peixe.
E Fúncio criou o anzol.
Tosco, era só um gancho feito de madeira.
Mas foi um sucesso. Criou
também um processo de pesca.
-Coloque na ponta do anzol
algum alimento que o peixe se fisga sozinho, alardeava.
Com o anzol, Fúncio vivia
com a sua morada cheia de coisas trocadas por ele. Comida, couros, animais. O
anzol era muito valorizado nas trocas.
Fúncio já não conseguia
fazer sozinho toda a produção necessária para atender a demanda. Pensou, pensou
e resolveu convidar o seu cunhado para ajudar. Revolução na aldeia. Alguém iria
ajudar outro em troca de alguma coisa.
- Para cada 5 anzóis que
você fizer eu lhe dou uma galinha. 50 anzóis uma cabra...
O fato causou grande
polêmica na aldeia. O Conselho de Proteção aos Aldeões, CPA, se reuniu e
resolveu criar uma série de obrigações para Fúncio e direitos para os
ajudantes. Ah, não esqueça de que o CPA precisa sobreviver e, para isso, sobre
todas as galinhas e cabras que os aldeões receberem, uma parte, digamos uns
oitenta por cento, devem ser entregues ao CPA.
O sucesso do anzol foi tão
grande, que muitas outras aldeias vinham ao Fúncio.
Foram contratados mais 10
ajudantes. Aliás, 10 funcionários, como passaram a ser chamados os ajudantes de
Fúncio. Como os anzóis estavam vendendo muito, Fúncio não se preocupou em
melhorar o produto. Só podiam comprar dele mesmo! Praquê perder tempo.
Numa outra aldeia, a Aldeião,
vivia um homem observador e muito criativo. Era o Rival do Aldeião. Utilizava a
técnica de outra aldeia, a Aldeiané, que se especializou em analisar os
produtos de outras aldeias, melhorar tecnicamente, miniaturizar e colocar no
mercado. Sempre era sucesso.
Rival notou que os
pescadores se queixavam de que os peixes escapavam com facilidade do anzol do
Fúncio. Usando da sua criatividade e técnica, desenvolveu o anzol Rival. Na
ponta do gancho tinha uma saliência que não deixava o peixe escapar. Para que
todos os pescadores conhecessem o anzol, Rival foi de aldeia em aldeia, de rio
em rio, de lagoa em lagoa, fazendo demonstração das qualidades do seu anzol.
Não se esqueceu de presentear os líderes de pescadores com anzóis. Logicamente
o Conselho de Proteção ao Aldeão de Aldeião, CPAA, também entrou no promissor
negócio.
Rapidamente, os anzóis do
Rival passaram a ser procurados e mais valorizados do que os de Fúncio.
Enquanto os do Fúncio valiam, agora, mero franguinho, o anzol Rival era trocado
por no mínimo 3 galinhas poedeiras.
Mas o grande problema de
Fúncio não era simplesmente não trocar mais anzóis, era o estoque que tinha
feito e tinha que pagar para os seus funcionários.
Depois de esgotado o seu chicken-flow,
já não tinha bens suficientes para pagar os 11 funcionários. Propôs então a
eles que pagaria em anzóis.
- O que vamos fazer com anzóis
que não vendem? Queremos nossas galinhas e cabras. Acordo é acordo. O Conselho
de Proteção ao Aldeão está atento. Nem vem com essa estória de mercado ruim... Podemos
até fazer um acordo e ficar com a sua morada...
Fúncio faliu e os
funcionários ficaram sem ter o que trocar. Em pouco tempo também estavam, de
novo, sem ter o que fazer e lutando para comer. Como eles tinham conquistados
direitos, formaram uma comissão e foram ao CPA.
- Precisamos da sua
proteção. O incapaz do Fúncio não conseguiu trocar os anzóis e nós estamos
desamparados. Dedicamos os melhores tempos de nossas vidas para ele e é isso
que recebemos em
troca. A Aldeia precisa tomar alguma providência.
- Vocês têm razão. A Aldeia
precisa fazer alguma coisa por vocês. De hoje em diante vocês vão receber 1
galinha e leite de cabra, todos os dias até resolverem a situação, disse o
líder do CPA, Chopiniano Mamão. Enquanto
isso, vocês ficam à disposição deste Conselho, ajudando a fiscalizar a Aldeia
para que incapazes como o Fúncio não nos cause mais problemas.
- Mas onde obteremos as galinhas
e o leite? perguntou um dos conselheiros.
- Vamos confiscar os Fúncios
da Aldeia e cobrar uma galinha de todos os que trouxerem anzóis Rival para cá.
Dessa forma vamos socializar a forma de sustentar quem tem direitos adquiridos.
Fúncio criou outros
produtos. O arpão, a vara de bambu flexível. Voltou a ter produtos valiosos
para trocar. Mas resolveu valorizar a sua habilidade e criatividade. Fazia tudo
sozinho. Compromissos só ligados a resultados. Não queria nem saber de buscar
ajuda com outros aldeões. Só contratava serviços de outras aldeias que não
tinham exigências.
Os ex-funcionários também
passaram a valorizar a sua “mão-de-obra”. Os cinco realmente capacitados,
criativos e parceiros, partiram para fora da aldeia. Foram ajudar o Rival. Até com
trocas mais vantajosas. Como o produto Rival tinha melhor valor de troca, eles
também recebiam mais bens pelos anzóis. Só que tinha uma grande diferença do
tempo de Fúncio. Eles recebiam pelos anzóis vendidos e não pelos produzidos.
Foi outra revolução. Passaram a entender o grande mal que tinham feito a si
próprios ao não se entenderem para, juntos, resolver os problemas de Fúncio.
- Em vez de valorizarmos a
nossa criatividade e capacidade, sermos parceiros de Fúncio e desenvolver
outros produtos para ter lucro juntos, preferimos nos submeter ao Rival.
Os outros ex-funcionários,
sem maiores capacidades, continuaram sendo sustentados pela aldeia, pois
estavam desempregados e como tal, tinham direitos conquistados. Direito de
viver à custa da aldeia, recebendo galinheiros inteiros como indenizações e
estimulando outros aldeões a exigirem seus direitos. Como passaram a fazer
parte do poderoso Conselho de Proteção ao Aldeão, receberam quinhões da aldeia
para representar o CPA, com direito a poder contar com a ajuda de seus
familiares e amigos, devidamente agraciados com gordas penosas e de mamar nas
cabras do CPA.
Como tudo que é bom atiça a
cobiça, membros do CPA, descontentes com os seus quinhões, resolveram criar
outros CPAs. Assim vieram o CPA do A, o CPA do B, o CPA do C. Como não era
negócio para nenhum deles a concorrência, decidiram criar o CPA de Mor, com
representantes de todos os CPAs. Logicamente, para arcar com a remuneração de
todos os membros, mais a estrutura de todos os CPAs, montaram diversas
ONGPACGPs (Organizações Não Governamentais de Proteção aos Aldeões, mas Com Galinhas
Públicas).
O resto da história, todos
conhecemos.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Marketing Esportivo, Mercado Brasileiro e a Copa do Mundo
José Estevão
Cocco
Sábado
passado, dia 8, estive em Brasília proferindo mais uma palestra, a 108ª, sobre
as oportunidades geradas pelos megaeventos.
Mais uma
vez, volto preocupadíssimo. Faltam menos de mil dias para a Copa 2014 e o que
se ouve invariavelmente das autoridades e órgãos públicos é que estão
PLANEJANDO, fazendo reuniões, realizando seminários, debatendo, justificando...
Realizando e
oferecendo diretrizes para o mercado nunca.
Até quando eles
que se apoderaram da Copa 2014 vão "planejar"?
Mais de uma
centena de cidades brasileiras têm comitês para a Copa. Praticamente todas elas
foram à Copa da África do Sul para verificar "in loco" como realizar
uma Copa do Mundo e, até hoje, continuam sem saber o que fazer ou por onde
começar.
As pequenas,
médias, grandes e gigantes empresas brasileiras não sabem que rumo tomar.
O que o
Brasil quer e espera da Copa 2014, nacional e internacionalmente? É a pergunta
para a qual venho tentado obter resposta há anos e não consigo nada!
Um trabalho
da Ernest&Young, realizado e publicado em 2009, demonstra que a Copa
provocaria um movimento na economia brasileira de mais de R$ 142 bilhões, entre
2010 e 2014. Note bem: de 2010 até 2014.
2010 já se
foi. 2011 quase. E no passo que a coisa vai 2012 também.
Só as
grandes empreiteiras estão usufruindo.
Se formos
deixar só para 2014, vamos tirar qual proveito para o mercado brasileiro? Vamos
vender churrasquinho na porta dos elefantes brancos?
Precisamos,
urgentemente, de um plano estratégico de marketing sobre o que o Brasil espera
e vai fazer com as oportunidades que a Copa 2014 pode gerar para que as
empresas brasileiras possam se ajustar à estratégia nacional e rumar para o
mesmo objetivo.
Copa é igual
ao Natal e outros dias comerciais. O que menos interessa para o mercado é o dia
25 de Dezembro. O aproveitamento de todo o movimento da data começa logo após o
25 de Dezembro do ano anterior.
José Estevão
Cocco é Diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy, Presidente da
Academia Brasileira de Marketing Esportivo, Conselheiro da Associação de
Marketing Promocional, Membro da Academia Brasileira de Marketing e Idealizador
e professor do Curso Sportainment Strategy – A Nova Geração do Marketing
Esportivo.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Se for para felicidade geral da nação, a minha marca patrocina.
José Estevão
Cocco
No último
jogo da seleção brasileira de futebol, o Brasil inteiro percebeu a importância
do esporte na vida de um povo.
Nos momentos
esportivos, os torcedores vibram, gritam, extravasam alegria esquecendo, mesmo
que por breves momentos, a situação do mundo, do país, deles próprios.
Circo para o
povo? Muito longe disso. Belém viveu quase uma semana inteira de felicidade.
De breves
momentos em breves momentos o sportaiment vai agregando valores às marcas a ele
linkadas.
No episódio
de Belém, as empresas presentes no estádio, fora dele, nos merchandisings, nos
patrocínios de televisão, silenciosamente tiveram um grande upgrade nas suas
marcas.
O Brasil
inteiro se emocionou com um dos maiores corais do mundo cantando um hino
nacional ao vivo.
Enquanto
todos nós acompanhávamos emocionados e embevecidos o raro espetáculo, as
câmeras registravam as presenças das diversas marcas em placas, camisas,
faixas, semblantes tornando-as parte integrante da festa.
Que valor
tem isso? Incomensurável.
Quando o
espetáculo é adequado, bem organizado e divulgado, o resultado sempre aparece.
A adequação independe da qualidade suprema. Em Belém foi um jogo com
personagens coadjuvantes, conforme a crítica futebolística classifica. Mas foi
na medida para o mercado local, que transferiu para todo o Brasil, Argentina e
muitos outros países o emocionante espetáculo.
Imagine na
Copa do Mundo.
José Estevão
Cocco é Diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy, Presidente da
Academia Brasileira de Marketing Esportivo, Conselheiro da Associação de
Marketing Promocional, Membro da Academia Brasileira de Marketing e Idealizador
e professor do Curso Sportainment Strategy – A Nova Geração do Marketing
Esportivo.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Ou dá ou desce. A orgia dos 1.000 dias mais caros que o Brasil já viveu.
Por José Estevão
Cocco
Faltam 1.000 dias
para as obras da Copa 2014 ficarem prontas de acordo com os cronogramas da
FIFA, sem considerar a Copa das Confederações.
Serão os 1.000 dias
mais caros que o Brasil já presenciou durante todos os tempos. E olha que
muitos absurdos já ocorreram neste país.
Mais caro para a
Nação e todos os cidadãos pagadores de impostos. Tudo o que não foi feito
durante pelo menos oito anos, com planejamento, honestidade de propósitos,
disputas políticas irresponsáveis, e outros interesses menos confessáveis, terá
que ser feito mal e porcamente por preços aviltantes e revoltantes para nós
cidadãos.
Tudo o que as
grandes construtoras ajudaram a empurrar para a última hora, os nossos
governantes assistiram acuados e desatinados. Infelizmente, como o previsto,
não deu tempo. Aliás, trabalharam brilhantemente para não dar tempo. Atividades
urgentes custam muito mais caro. Custam preços extorsivos. Desde a compra de
materiais e serviços até as jornadas de trabalho diuturnas. Ou dá ou desce.
Anos atrás,
coincidentemente quando faltavam exatamente 2014 dias para a Copa no Brasil,
fiz uma palestra em importante evento realizado no Anhembi, dividindo a mesa
com o então secretário de esportes do estado de São Paulo e o presidente da
SPTuris, onde manifestei a preocupação com o
atraso do Brasil em relação os preparativos para a realização da Copa de 2014.
Desde essa época,
venho acompanhando, atonitamente, as idas e vindas das autoridades, dos
fornecedores, dos aproveitadores e, consequentemente, das cidades e estados
sedes. Todas as culpas e ineficiências são jogadas em cima das "exigências
da FIFA", que nesse episódio é a única das partes a ter tudo claro e
explícito, desde a negociação para realização do magno evento no Brasil.
É como assistir a
um teatro do absurdo.
Se o governo sentiu
que estava sendo pressionado (para não usar termo mais agressivo) pelo mercado,
por que não abriu concorrência internacional provocando disputa séria e honesta
no mercado. Ao contrário, deixou chegar a tal situação, que precisou criar a
famigerada RDC aos 48 minutos do segundo tempo.
Se este espaço
permitisse poderíamos nos deter sobre inúmeros outros exemplos.
Um recente exemplo
que está para ser atentado sobre os cidadãos paulistanos: o benefício fiscal
(dinheiro dos cidadãos dados como fundo perdido) de R$ 420.000.000,00 para
preparação de um estádio particular sediar a abertura da Copa.
Diz claramente o
presidente do Corinthians que esse valor é para adaptar o estádio de Itaquera
para a abertura da Copa. Se não precisar dessa adaptação, o Corinthians faz o
seu estádio sozinho, somente com o financiamento do BNDES, também totalmente
subsidiado pelos brasileiros pagantes de impostos, diga-se.
É um acinte. O
estádio do Morumbi precisava praticamente da metade desse valor para adaptar o
estádio para a abertura da Copa.
Qual a razão dos
governantes da cidade não terem se empenhado da mesma forma? Explica aqui para
este eleitor idiota que votou nesse governante.
E os estádios do
Palmeiras e do Pacaembu que seriam alternativas e também custariam muito menos
do que isso?
Sob o ponto de
vista do marketing, São Paulo não precisa da Copa. Nosso parque hoteleiro está
com plena ocupação, nossa imagem internacional é de um estado pujante, tecnologicamente
desenvolvido, paga os melhores salários, tem um comércio desenvolvido, uma
indústria importante, um setor de serviços respeitado, as maiores e mais
qualificadas audiências em mídia, os maiores patrocinadores, a propaganda mais
premiada, as melhores estruturas de feiras e exposições entre centenas de
outros exemplos. O maior destino internacional dos vôos nacionais e
internacionais é São Paulo.
Os outros estados,
praticamente não precisam aumentar seus aeroportos, diferentemente de São
Paulo. As obras que São Paulo precisa não são para a Copa 2014, são para agora.
E sem compactuar
com a orgia dos 1.000 dias.
José Estevão Cocco:
Presidente da Abraesporte - Academia Brasileira de Marketing Esportivo e da
J.Cocco Sportainment Strategy
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Abraesporte quer evitar "paraquedistas" no segmento
Por Karan Novas – jornal propmark
Entidade pretende auxiliar
na preparação de empresas de marketing esportivo
O marketing esportivo tem
recebido, há pelo menos dois anos – ou desde que a decisão do País como sede da
Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 começou a amadurecer –, um sem-número de
novos representantes, seja de empresas ou especialistas, de olho nas infinitas
oportunidades que o mercado brasileiro proporcionará. Quem, porém, estará
preparado para desenvolver um trabalho consistente, que vá além da
superficialidade que muitos, ainda hoje, consideram a disciplina? “O que muitos
não enxergam é que o marketing esportivo é, antes de qualquer coisa, marketing.
Ele tem que ser encarado como tal, passar por todos os processos de marketing,
e não se limitar ao oba-oba, às plaquinhas de merchandising e à estampa das
marcas em uniformes de atletas”, alertou José Estevão Cocco, presidente da
J.Cocco Comunicação Integrada de Marketing e da J.Cocco Sportainment Strategy.
O executivo é um dos
pioneiros na exploração do esporte como ferramenta de marketing e, muito por
isso, foi nomeado presidente da Abraesporte (Academia Brasileira de Marketing
Esportivo), fundada exatamente para auxiliar na viabilização da
profissionalização das atividades do marketing esportivo no País, dividindo com
todos os envolvidos no processo – entre eles agências, anunciantes,
patrocinadores, confederações, clubes, dirigentes e atletas, entre outros – as
melhores práticas. A principal preocupação dos envolvidos de longa data com o
segmento, segundo Cocco, é com os “paraquedistas”, que acreditam que o volume
de negócios a ser gerado graças aos dois maiores eventos esportivos do mundo já
é suficiente para gerar algumas cifras. “Muitos têm uma visão equivocada, ou
pelo menos limitada, do que é o mar-
keting esportivo. Tem
gente que patrocina modalidades esportivas sem saber se existe qualquer ligação
ou pertinência com seu negócio, muito pelo despreparo próprio e do parceiro que
o acompanha nessa jornada. Queremos que a Abraesporte tenha uma atuação de
treinamento nesse sentido. Queremos mostrar que fazer marketing esportivo não é
nada além de trabalhar o esporte exclusivamente sob o foco de marketing”,
ressaltou Cocco.
Ferramentas
Pensando inicialmente em
otimizar o planejamento e as estratégias de atuação de seus clientes, mas hoje
estendendo a utilização para qualquer interessado, a J.Cocco Sportainment
Strategy desenvolveu a Rank Sport Marketing. A ferramenta tem como meta reunir
a maior quantidade de dados sobre as mais diversas modalidades esportivas
praticadas no Brasil, com filtros e categorias que permitem descobrir como e
onde um determinado anunciante deve investir para ter melhor retorno.
“Alimentamos e atualizamos semestralmente a Rank Sport Marketing com toda a
informação possível sobre 55 modalidades. Lá é possível conferir qual a
visibilidade de cada uma delas, se há transmissão, quem são seus ídolos, qual é
o público, quantas pessoas acompanham etc. Por aí é possível traçar um plano de
mídia, de patrocínio, diversas ações baseadas no valor de cada verba e,
principalmente, na pertinência em relação aos objetivos de cada marca”,
detalhou Cocco.
Outras ferramentas,
segundo o presidente da Abraesporte, também são fundamentais para uma análise
mais aprofundada dos resultados – indo além da superficialidade atual no que
diz respeito ao marketing esportivo, como a simples medição de valor de mídia
espontânea. “Geralmente, a comprovação de alguma ação de marketing esportivo é
baseada exclusivamente no clipping, na presença em veículos, mas de nada serve
aparecer amplamente na mídia se for com uma conotação negativa, por exemplo.
Para nossos clientes, realizamos um trabalho qualitativo para medir a percepção
sobre a marca antes e depois de qualquer evento, usando ferramentas como a
PhotoMind, que auxilia nesse sentido. O que interessa após uma ação ligada ao
esporte, como em qualquer ação, é o recall, o que ficou na cabeça do público e
o que ele entendeu em relação à marca”, alertou.
Ídolos
Cocco acha que há muito de
positivo na presença de grandes ídolos do esporte em novas – ou renovadas –
empreitadas no marketing esportivo. Porém, alerta que a simples figuração ou
exploração da imagem de um campeão, sem uma base profissional aplicada ao
próprio ou por trás dele, pode significar uma morte anunciada. “O ídolo é a
primeira ferramenta que um esporte deve ter para ser notícia, para ter
evidência. Porém, é preciso lembrar que, quando falamos do marketing, o esporte
é um plano – e deve ser tratado como tal. Ter um grande nome do esporte
participando de uma operação atrai visibilidade e novos negócios, mas é
necessário que haja, por trás dele, uma estrutura especializada que conheça
muito bem o mercado e saiba como explorar de forma positiva essa vitrine”,
acredita o presidente da J.Cocco.
Pro2014
Diante de todas as marcas
possíveis registradas no Brasil com qualquer ligação com o número 2014 pela
Fifa, a Abraesporte conseguiu licenciar a marca Pro2014, que será utilizada
para a realização de um plano que tem como meta realizar um projeto em nível nacional,
que una, prepare e assessore empresas para atuação regional. “Queremos
capacitar as empresas para oferecer uma espécie de consultoria local em relação
às oportunidades trazidas pela Copa do Mundo. Serão 12 cidades-sede, mas como
as mais de 5 mil do nosso território podem se beneficiar com o evento. Algumas
terão o turismo como carro-chefe, enquanto outras podem ser grandes fabricantes
de brindes, por exemplo. Nossa missão será aplicar nosso modelo de trabalho,
fazer com que as receitas e métodos aprovados na Abraesporte sejam replicados
em todo o Brasil”, contou Cocco.
Futuro
A preocupação da
Abraesporte com os “paraquedistas” citados anteriormente é muito mais presente
que futura. Na opinião de Cocco, a multiplicação de empresas ou recém-especialistas
no marketing esportivo deve ser como aconteceu há pouco menos de duas décadas
com o marketing promocional, que apareceu como solução de todos os problemas,
mas, com o passar do tempo, manteve apenas aqueles que se adequaram a um modelo
pertinente e efetivo de trabalho. “Não se discute se é certo ou errado criar
tantos departamentos específicos dentro das grandes agências, ou mesmo novas
operações. O que a gente acredita é que a espuma que se faz atualmente é muito
grande, como na exploração dos grandes ídolos, mas é preciso ter cuidado para
não gerar mais marca própria que faturamento”, aconselhou.
O legado, na opinião do
executivo, é o principal – e, para ele, deve ser repleto de pontos positivos.
“Em 2017, teremos melhores estruturas, não só em estádios, mas em tudo que
cerca a prática esportiva, como de locais para receber grandes seminários,
fóruns etc. Também teremos agências e profissionais mais qualificados, veículos
mais preparados e, principalmente, anunciantes e patrocinadores mais envolvidos
e conscientes em relação ao negócio”, finalizou Cocco.
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